De perto ninguém é normal

Um espaço para registrar o que minha mente não consegue guardar.

Rapidinhas que eu amooo

30 de setembro de 2007

"Os meus desejos irei ver nos teus olhos refletidos.
Mas quando for a hora de me calar e ir embora sei que, sofrendo, deixarei você longe de mim.
Não me envergonharia de pedir ao seu amor esmola, mas não quero que o meu verão resseque o seu jardim.
Nem vou deixar - mesmo querendo - nehuma fotografia."
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"Por favor, não me analise
Não fique procurando cada ponto fraco meu.
Se ninguém resiste a uma análise profunda,
Quanto mais eu…
Ciumento, exigente, inseguro, carente
Todo cheio de marcas que a vida deixou…
Não me corte em fatias
Ninguém consegue abraçar um pedaço"
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"O problema é que quero muitas coisas simples, então pareço exigente.
Eu quero apenas amortecer os erros e mudar de idéia…"

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"Não importa ao tempo o minuto que passa, mas o minuto que vem. O minuto que vem é forte, jucundo, supõe trazer em si a eternidade, e traz a morte, e perece como o outro, mas o tempo subsiste."
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"Tô relendo minha lida, minha alma, meus amores
Tô revendo minha vida, minha luta, meus valores
Refazendo minhas forças, minha fonte, meus favores
Tô regando minhas folhas, minhas faces, minhas flores
Tô limpando minha casa, minha cama, meu quartinho
Estou podando meu jardim
Estou cuidando bem de mim"

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"Não importa onde você parou…
em que momento da vida você cansou…
o que importa é que sempre é possível e
necessário recomeçar".
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"Benditas coisas que eu não sei
Os lugares onde não fui
Os gostos que não provei
Meus verdes ainda não maduros
Os espaços que ainda procuro
Os amores que eu nunca encontrei"
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"O tempo escorre num piscar de olhos
E dura muito além dos nossos sonhos mais puros
Bom é não saber o quanto a vida dura
Ou se estarei aqui na primavera futura
Posso brincar de eternidade agora
Sem culpa nenhuma"

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GAME OVER

28 de setembro de 2007

Por que será que as pessoas adoram descobrir as coisas quando estão longe das mesmas?
Por que é que descobrimos que um emprego é maravilhoso só depois de tê-lo abandonado ou que o lugar onde vivemos é o melhor do mundo só depois de termos nos mudado de mala e cuia?
Uma vez eu li uma frase que dizia que se morássemos no fundo do mar a última coisa que perceberíamos seria a água.
Acho que simplesmente nos recusamos a enxergar as coisas que nos rodeiam, é como se olhar as coisas que estão longe fosse mais fácil. Será que elas ficam mais nítidas com a distância?
Creio que somos acomodados e enxergar algo que está perto nos dá a oportunidade de fazer modificações se necessário, mas se esse algo está longe temos o pretexto da distância e aí não dá pra fazer mais nada…
Na verdade não queremos fazer mais nada, nunca quisemos. Só precisamos de desculpas para não fazer nada, porque não fazer nada sem nada a declarar é feio…as desculpas estão aí pra isso.
“O problema é que quero muitas coisas simples, então pareço exigente.”
“Eu quero apenas amortecer os erros e mudar de idéia…”

P.S.: SIM, MEU NAMORO ACABOU E EU QUERO MUDAR DE PLANETA!!!!!!!!

Ser amada

24 de setembro de 2007

Todas as minhas amigas se queixam de homens em geral, a grande maioria sofre por gostar sempre dos homens “errados”.
Particularmente considero o conceito de “errado” muito subjetivo, mas pelo menos neste texto, ser o homem “errado” quer dizer ser um cafajeste e praticar ações que resultem no sofrimento da pessoa com a qual ele se relaciona, seja por falta de atenção, falta de consideração, falta de respeito etc.
Confesso que já me envolvi com muitos homens errados, sofri, perdoei, acreditei em mudanças, desculpas e fadas, mas o divisor de águas da minha vida foi, pelo menos uma vez, ter escolhido o homem certo.
Eu, simplesmente, quis alguém que me amasse de verdade. Eu quis me dar essa chance, eu quis ser a pessoa mais importante na vida de alguém e não o contrário como sempre acontecia, embora essa pessoa também tenha se tornado importante pra mim.
Hoje posso dizer que eu fui amada, desejada, importante, prioridade, preciosa, única, inesquecível, presente, passado e futuro na vida de alguém.
Durante cinco anos alguém pensou em mim todos os dias, se preocupou com a minha opinião a respeito do assunto mais banal e do mais relevante também, planejou algo que me fizesse sorrir, passou horas em um shopping tentando comprar um presente que me agradasse, assistiu a inúmeras comédias românticas ao meu lado (mesmo odiando) só pelo simples fato de estar ao meu lado, veio à minha casa só para me ver por alguns minutos mesmo cansado após um dia de trabalho e quatro aulas de Direito Tributário, me viu acordar com a cara inchada, cabelo emaranhado e me achou linda, pagou minha faculdade no mês em que eu não tinha dinheiro nem pra comprar uma bala, me levou pra jantar no restaurante que EU escolhi e que EU queria conhecer, compreendeu todas as minhas crises e respeitou meus surtos por causa das minhas desavenças familiares, parcelou um perfume importado em cinco vezes só porque eu passei um ano inteiro falando no bendito, me ligou no meio da noite só para dizer que me amava, me escreveu e-mails, cartas e torpedos adoráveis que até hoje não tenho coragem de apagar, enfim, exemplos desse amor não me faltam para descrever o quanto este homem me fez feliz e se esforçou para isso mesmo eu não merecendo, mesmo eu fazendo birra, mesmo eu encrencando por qualquer coisa, mesmo eu sendo chata, mesmo eu sendo incompreensiva, mesmo eu sendo humana…
Em um primeiro momento pode parecer surreal existir alguém que nos ame dessa maneira, mas eu tenho certeza de que existem várias pessoas que estão dispostas a nos fazer tudo isso e mais um pouco, basta que tomemos a atitude de deixar que elas se aproximem de nós.
Eu tive o homem certo e a partir de agora não aceito menos que isso.
Acredito que o que  mais influencie minhas amigas na escolha do homem “errado” seja o fato delas nunca terem dado chance ao homem certo, nunca terem experimentado plenamente o amor verdadeiro de alguém, porque quem sabe o que é isso não se contenta com migalhas.

 

 

 

A conta, please!?!

22 de setembro de 2007

 Emy é uma mocinha muito responsável, tem seu emprego fixo e por isso prefere rachar a conta com seu namorado. A intenção é boa, porém o salário mal dá pra pagar as faturas dos três cartões de crédito.
Mas a Emy faz questão de não ser aquele tipo de namorada que fica na aba do bofe o tempo todo. Ela tem seu orgulho.
Emy jantando com o namorado:

- Garçom. A conta por favor!

- Amor, eu quero dividir a conta com você.

- Não precisa minha linda. Pode deixar que eu pago.

- Nada disso! Eu trabalho e também quero ajudar.

Chega a conta. Emy se atencipa para ver o total e quase cai da cadeira quando constata que o valor do jantar é praticamente seu salário de um mês inteiro. Mas Emy tem palavra e precisa cumpri-la. Ela abre sua bolsa luxuosa comprada na Zé Paulino, saca sua bolsinha de moedas e começa a contá-las lamentando não ter levado o porquinho com as economias do ano.

Quando o namorado percebe a cena fica vermelho igual um pimentão e diz:

- Emy guarda essas moedas pelo amor de Deus. Se você der isso pro garçom é capaz dele pegar um tétano.

- Nada disso. Eu quero pagar minha parte nem que eu passe a noite inteira aqui contando essas moedas de cinco centavos.

- Meu amorzinho. Vamos fazer o seguinte: o próximo jantar você paga. Tudo bem?

- Ah…tudo bem. Se você prefere assim… Emy concorda desconsolada, mas muito aliviada também ;)

E o próximo jantar será no Dogão do Zé.

 

 

Arquivado em: Emy I Comentários (16)

Eu sei, mas não devia

20 de setembro de 2007

Vou postar um texto que eu amo de paixão. Aliás…tudo que eu amo é com muuuita paixão.

Hoje não to legal, em nenhum aspecto, portanto deixarei para visitar os blog´s amanhã.

Beijos pra quem tem paciência comigo e pra quem não tem também.

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Eu sei que a gente se acostuma.

Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor.

E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora.

E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas.

E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz.

E porque à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora.

A tomar café correndo porque está atrasado.

A ler jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem.

A comer sanduíches porque já é noite.

A cochilar no ônibus porque está cansado.

A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir a janela e a ler sobre a guerra.

E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos.

E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz.

E aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir.

A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta.

A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita.

E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar.

E a ganhar menos do que precisa.

E a fazer fila para pagar.

E a pagar mais do que as coisas valem.

E a saber que cada vez pagará mais.

E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com o que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes, a abrir as revistas e ver anúncios.

A ligar a televisão e assistir a comerciais.

A ir ao cinema, a engolir publicidade.

A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição.

À luz artificial de ligeiro tremor.

Ao choque que os olhos levam na luz natural.

Às besteiras das músicas, às bactérias da água potável.

À contaminação da água do mar.

À luta.

À lenta morte dos rios.

E se acostuma a não ouvir passarinhos, a não colher frutas do pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer.

Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá.

Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço.

Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua no resto do corpo.

Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda satisfeito porque tem sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.

Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.

A gente se acostuma para poupar a vida.

Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma.

 

Marina Colasanti

Crise existencial

16 de setembro de 2007

Emy: - Eu sou uma egoísta, eu não amo ninguém!!! Eu sei que eu sou um monstro…

Amiga: - Claro que não Emy, você não é nada disso. Você me ama lembra?

Emy: - Ah é…eu te amo muito amiga. Mas eu não amo o Djei Djei.

Amiga: - Quem é esse? A fila ta andando de uma maneira que eu não to conseguindo acompanhar.

Emy: - Então…é um namoradinho que eu arrumei. Mas eu sou tão cruel por não amá-lo e pior que isso, por fingir que amo só pra ele continuar fazendo todas aquelas coisas fofas pra mim.

Amiga: - Termina com ele Emy. Isso é tão simples.

Emy: - Claro que não! Eu não quero que ele seja fofo com outras pessoas…só comigo!!! Quero tudo pra mim.

Amiga: - Credo Emy como você é egoísta.

Emy: - Sou mesmo, qual o problema?

Amiga: - Por mim não há nenhum problema.

Emy: - Nem por mim.

Arquivado em: Emy I Comentários (12)

Ou isto ou aquilo

15 de setembro de 2007

Nada me tira mais o sono do que ter que escolher…qualquer coisa, sem exceção.

Fazer escolhas, pelo menos pra mim, é sempre muito doloroso. Eu chego a ficar vários minutos em frente a um balcão de lanchonete pensando se quero uma coxinha ou um risole, um bolo de chocolate ou um de maracujá.

Eu quase morro de catapora só em ter de escolher entre duas bolsas, duas blusas, duas calças, dois sapatos, dois livros, dois perfumes…

E se escolho os dois, depois me pego pensando sobre qual conta pagarei porque se compro tudo isso também não terei dinheiro pra pagar tudo.

E isso são coisas bobas, mas imagina ter de escolher entre cursar Relações Públicas ou Letras, terminar o namoro ou me esforçar para salvá-lo, casar (e olha que isso é PRA SEMPRE) ou correr o risco de viver solteira para o resto da vida (é…eu sou trágica mesmo).

Escolher emprego é horrível!!!!

Nossa, eu fico imaginando ter que escolher os detalhes da festa do casamento, depois se vou morar em casa ou apartamento, se fico em São Paulo ou se vou pra bem longe…

E quando eu tiver filhos! Ter de escolher nome, escola, tipo de brinquedo, roupinhas etc. E depois que crescerem eu ainda terei de escolher a namorada (o) porque opinião de mãe conta muuuuuito.

Eu levo todas as escolhas da minha vida muito a sério. Imagina se eu escolho o tom errado da tinta do cabelo? Não dá pra passar outra cor em seguida, isso detona o cabelo. E se eu escolho o corte errado? Serão dias me xingando toda vez em que eu me olhar no espelho.

"Você faz o que parece ser uma simples escolha: escolhe um homem, um emprego, ou um bairro — e o que você escolheu não é um homem, um emprego, ou um bairro, mas uma vida." 

Jessamyn West

Ai…chega desse assunto porque eu já to pirando.

 

Ou isto ou aquilo

Ou se tem chuva e não se tem sol
ou se tem sol e não se tem chuva!

Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!

Quem sobe nos ares não fica no chão,
quem fica no chão não sobe nos ares.

É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo em dois lugares!

Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e gasto o dinheiro.

Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo . . .
e vivo escolhendo o dia inteiro!

Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranqüilo.

Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.

Cecília Meireles

 

 

Orkut

10 de setembro de 2007

Hoje resolvi escrever, nem sei o quê…A única coisa que sei é que não é nenhuma história da Emy e nenhum texto que fale de amor e afins.

Vou começar respondendo uma pergunta feita pela Nanda e pelo Agostinho: EU NÃO TENHO ORKUT.

Uma colega da facu criou uma comunidade para o blog, mas eu mesmo não tenho nada além daquela comunidade.

Eu já tive, apaguei e fiz de novo e apaguei. Agora to curada desse mal!

Ah, sei lá…não gosto muito da idéia de saber que "pessoas" estão acompanhando minha vida, vendo minhas fotos, vendo meus gostos através das comunidades…

E tem outra coisa, haja tempo pra tirar fotos que são pelo menos um pouco aceitáveis para serem publicadas em um álbum que será visto por tantas "pessoas".

Além disso, eu não tenho tantos amigos assim e com eles eu me comunico por telefone, e-mails e msn.

Mas eu acho que o maior motivo para eu não estar no Orkut é a minha curiosidade, porque eu não consigo me controlar e acabo visitando perfis de pessoas que, normalmente, estão felizes e namorando (ou mesmo casados e com filhos). Como eles podem ser felizes longe de mim?!?!?!?! Não consigo aceitar essa idéia. Meus ex deveriam virar padres.

E eu sei que eu tenho namorado e também estou muito feliz com ele, mas mulher (nem todas) tem dessas coisas…puro egoísmo.

Enfim…fui responder uma pergunta e acabei escrevendo um livro. Isso porque eu nem gosto de escrever.

P.S.: Este blog é muito mais divertido e sincero que um "possível" perfil no orkut e os comentários são mil vezes mais queridos que qualquer scrap.

P.S.2: Estou estudando a possibilidade de criar um perfil no Orkut para a Emy…por enquanto é só uma idéia.

 

 Eu…

Locadora

9 de setembro de 2007

Emy: - Oi, você tem algum filme bem triste? Mas tem que ser de amor e, de preferência daqueles que o casal não fica junto no final.
- Nossa…você tem certeza de que quer um filme assim? To te achando tão deprimida. Pega uma comédia. Disse a moça da locadora tentando animá-la.
Emy: - Não quero rir! Eu quero chorar, só preciso de mais um motivo.
- Então tá bom. Tem esse aqui.
Emy: - Ótimo! Mas você tem certeza que é triste?
- Tenho. Tanto é que ele fica escondido porque dependendo de quem assiste é capaz até de fazer uma besteira.

Emy: - Que tipo de besteira? Suicídio?
- Não. Mas já houve casos em que a pessoa comeu 3 barras de chocolate com amendoim, um balde de sorvete e um saco de bala de goma. Fora a pipoca…
Emy: - É disso que eu preciso! Você tem o kit completo aqui pra vender? Mas inclui um saco de batata porque a coisa tá feia pro meu lado…Ah, mais uma coisa: você tem algum dvd do Tim Maia?  

- Hum…dele eu não tenho nada. Tenho um aqui do Chico, serve?

Emy: - Manda!

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Emy cantando:

"Quando eu choro,
Quando eu choro,

é uma enchente surpreendendo o verão
É o inverno, de repente, inundando o sertão
Quando eu amo,
Quando eu amo, eu devoro todo meu coração "

Arquivado em: Emy I Comentários (11)

Apaixonados por histórias

4 de setembro de 2007

Somos todos apaixonados pelas nossas histórias, o que não é de todo mal, posto que elas são parte do que somos e querer nos livrar delas é o mesmo que decretar-nos a triste sentença de vivermos fragmentados.
Porém, vivermos apaixonados por elas é o mesmo que querer passar o resto da vida acorrentados a algo que, ás vezes,nos impede de arriscar em novas aventuras, em histórias que seriam igualmente importantes.
Nós carregamos essas histórias porque necessitamos da presença delas e para tanto falamos sobre elas com as pessoas.
O interessante é que essas histórias, quando contadas, carregam palavras vestidas com roupa de festa, são histórias importantes e não podem ser contadas de qualquer jeito…e então acabam não sendo apenas “um encontro casual na fila do banco”, mas sim “um momento mágico de reencontro entre duas pessoas que aparentavam se conhecer a vida toda”.
Existe uma teimosia, um pensamento de que a história é bonita, é mágica, enfim, pode até ser tudo isso, mas o fato é que essa história já foi, ACABOU pra sempre e agora é só lembrança.
Não, não dá pra retomar, porque de hoje em diante seria outra história e não mais “aquela” história.
Existe uma forma de saber se estamos apaixonados pela história ou pela pessoa em si, basta descontextualizar a pessoa, pensar nela e só, desligando-a da história.
Por que a pessoa pura e simplesmente já não tem tanto valor, é difícil nos imaginar com ela, o que queremos é a história, uma história impossível de ser vivenciada novamente pelo simples fato de que os protagonistas “daquela” história já não existem mais.
Hoje, eu, você, ele ou ela somos outras pessoas e podemos protagonizar inúmeras outras histórias igualmente belas, mas “aquelas” que insistimos, que queremos de qualquer jeito, igual crianças birrentas…essas histórias NUNCA MAIS.
Elas nos imprimem uma marca sim e é difícil desapegar, separar, esquecer, querer deixar para trás.
Nós temos a necessidade de perguntar tanta coisa. Mas não estamos preparados para ouvir as respostas.
Queremos saber o porquê de tudo, saber se ainda…, saber se não…, se sim… se foi…ou se será.
Mas não passa pela nossa cabeça ouvir um “esquece isso porque não teve importância” ou “do que você está falando?”
Tudo o que queremos é sentir que tudo foi importante não só para nós, que nossa história não foi protagonizada apenas por nós e nossas doces (talvez amargas) ilusões, e que “o outro” existiu de fato nessa história participando dela por vontade própria.
O pensamento do “como seria se…” impregna os pensamentos juntamente com as inúmeras possibilidades, porque quando tudo está apenas no nosso imaginário é tão bonito, é tão perfeito e igualmente impossível e definitivamente irreal.
E todo mundo que se apega a essas histórias sempre diz que elas foram mal acabadas e por isso sobrevivem, mas eu acho que pessoas que rotulam suas histórias como “mal acabadas” querem sempre um gancho para a continuação delas porque pensar assim é mais fácil, acaba tornando mais viável uma retomada dessa história que, no fundo acabou sim, exatamente no momento em que acabou, e nós sabemos quando foi isso, embora não admitamos.
O fato é que as histórias acabam, embora se repitam e se repetem tanto, mas mesmo assim conseguem ser tão diferentes cada vez que se repetem e tão doloridas cada vez que acabam.
Talvez o mais difícil seja compreender que essas histórias valem (e valem muito), mas as pessoas nem tanto…

Quero deixar claro que o que eu escrevo não tem a mínima  pretensão de ser  verdade. Basta que seja eterno…pelo menos pra mim.

 

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